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Como Melhorar a Qualidade do Código: Dicas para um Código Mais Limpo

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Código que apenas “funciona” não é suficiente. Código de alta qualidade é mais fácil de manter, tem melhor desempenho e é mais confiável. Dedicar tempo para melhorar a qualidade do código desde o início economiza tempo e esforço no futuro. Ao focar em legibilidade, desempenho, manutenibilidade, confiabilidade e segurança, as equipes podem construir software duradouro.

O que é qualidade de código?

Em resumo, qualidade de código significa escrever um código que funciona bem, é fácil de entender e pode ser facilmente atualizado ou corrigido. Um bom código é simples, eficiente, seguro e fácil de manter. Deve ser claro o suficiente para que outros possam trabalhar com ele e flexível o bastante para lidar com futuras mudanças.

Para alcançar isso, os desenvolvedores podem recorrer a ferramentas para melhorar a qualidade do código. Essas ferramentas ajudam a identificar problemas potenciais, aplicar as melhores práticas e garantir que o código esteja alinhado com os padrões, tornando o processo mais rápido e fácil.

Quais são os 5 pilares da qualidade de código?

No cerne de um ótimo software estão cinco pilares chave da qualidade de código—princípios que moldam o código em algo não apenas funcional, mas também eficiente, adaptável e resiliente. Os pilares da qualidade de código ajudam os desenvolvedores a escrever código que funciona agora e dura ao longo do tempo.

  1. Legibilidade: O código deve ser claro e fácil de seguir, com diretrizes de nomenclatura adequadas, estrutura clara e comentários diretos para qualquer desenvolvedor que trabalhe nele.
  2. Desempenho: Código eficiente minimiza o desperdício ou a demanda excessiva no sistema, para execução rápida e experiências de usuário fluidas, mesmo sob cargas pesadas.
  3. Manutenibilidade: Código bem estruturado e modular facilita atualizações e correções de bugs, ao mesmo tempo que reduz o risco de novos problemas surgirem.
  4. Confiabilidade e Resiliência: O código deve funcionar corretamente e se recuperar rapidamente de problemas inesperados, mantendo o sistema estável sob diferentes condições.
  5. Segurança: A segurança é uma parte fundamental da boa codificação, protegendo aplicações de vulnerabilidades e garantindo que permaneçam seguras contra ataques ou acesso não autorizado.

Como melhorar a qualidade do código em 8 passos

Escrever um bom código é apenas metade do trabalho—mantê-lo de alta qualidade significa que ele é confiável, fácil de manter e pronto para o que vier a seguir. 

Torne seu código legível, não apenas executável

Código limpo e bem organizado simplifica o trabalho e mantém os projetos no caminho certo. Uma estrutura clara evita confusão e mantém a consistência. Revisores estáticos ajudam nisso, enquanto ferramentas de revisão de código impulsionadas por IA, como as de qualidade de código da Aikido Security, vão além, identificando nomes pouco claros, lógica confusa e problemas de layout, tornando o código mais fácil de trabalhar.

Mantenha a simplicidade (KISS)

Manter a simplicidade torna o código mais fácil de entender, trabalhar e manter. O princípio KISS — Keep It Simple, Stupid (Mantenha a Simplicidade, Estúpido) — nos lembra de evitar a supercomplicacão. Código limpo e direto diminui a chance de bugs, acelera as revisões e torna as atualizações menos problemáticas. A simplicidade mantém os projetos em andamento (e os desenvolvedores felizes).

Divida-o em partes reutilizáveis

Dividir o código em partes menores e reutilizáveis facilita o gerenciamento, teste e atualização. Código modular reduz problemas ao dividir tarefas em seções menores e separadas. Comece encontrando lógicas repetidas ou funções grandes, separe-as em blocos distintos e teste-as individualmente. Essa abordagem torna seu código mais eficiente e mais fácil de expandir no futuro.

Não se repita (DRY)

O princípio DRY — Don't Repeat Yourself (Não se Repita) — visa evitar a duplicação. Repetir a mesma lógica gera trabalho extra e dificulta as atualizações. Em vez disso, use bibliotecas reutilizáveis, templates ou um verificador de código para simplificar seu código. Isso mantém as coisas organizadas, economiza tempo e torna as futuras alterações práticas.

Evite valores hard-coded

Valores hard-coded podem parecer bons inicialmente, mas tornam as atualizações problemáticas. Em vez disso, use arquivos de configuração, constantes ou variáveis de ambiente para manter seu código flexível. Dessa forma, você só precisa atualizar as coisas em um único lugar — como um arquivo ou variável — sem ter que vasculhar todo o codebase.

Controle de versão é essencial

Ferramentas de controle de versão como o Git ajudam a rastrear alterações no seu código, mostrando o que foi modificado, quando e por quem. Elas facilitam o trabalho de múltiplos desenvolvedores no mesmo projeto sem sobrescrever o trabalho uns dos outros. Se algo der errado, você pode reverter para uma versão anterior, resolver conflitos e manter seu projeto organizado.

Refatore seu código regularmente

Refatorar é o processo de melhorar a estrutura e a clareza do seu código sem alterar sua funcionalidade. Procure por “code smells” (maus cheiros de código) como lógica duplicada, funções longas ou nomes pouco claros. Planeje pequenas mudanças focadas e teste seu código para garantir que tudo continue funcionando. A refatoração regular mantém seu código limpo e gerenciável à medida que os projetos crescem.

Otimize para performance

Otimizar para performance significa escrever código que executa mais rápido e usa recursos de forma eficiente. Concentre-se em melhorar algoritmos para economizar tempo, minimizar operações de I/O desnecessárias e usar caching para acelerar tarefas repetidas. Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença, especialmente em grandes aplicações ou sistemas com cargas pesadas.

Código bom vs. código ruim

Código bom e ruim podem ser difíceis de definir porque o contexto importa. O que é limpo e eficaz em um projeto pode causar problemas em outro. Ainda assim, existem qualidades comuns que tornam o código legível, manutenível e confiável — e outras que o tornam difícil de trabalhar. Vamos explorá-las.

Legibilidade

Código bom

  • Usa nomes significativos para variáveis e funções.
  • Possui uma estrutura limpa e lógica (ex: indentação, espaçamento e formatação consistente).
  • Inclui comentários inline com moderação para explicar o "porquê" em vez do "o quê".

Código ruim

  • Tem nomes crípticos como x1 ou temp para variáveis.
  • Falta organização, dificultando o acompanhamento da lógica.
  • Usa comentários em excesso ou em falta, criando ruído ou confusão.

Desempenho

Código bom

  • Executa mais rápido usando lógica otimizada e pulando etapas desnecessárias.
  • Minimiza o uso de recursos, mantendo os tempos de execução curtos e suaves.
  • Escala bem, mantendo velocidade e confiabilidade à medida que as demandas aumentam.

Código ruim

  • É lento e ineficiente, devido à lógica deficiente ou etapas redundantes.
  • Tem dificuldade para escalar, desperdiça recursos, causando lentidão ou falhas.
  • Cria bugs e erros, frustrando os usuários.

Manutenibilidade

Código bom

  • É organizado em funções ou classes pequenas e gerenciáveis.
  • Não possui duplicações (seguindo o princípio DRY).
  • Inclui documentação clara para facilitar as atualizações.

Código ruim

  • É confuso e repetitivo, tornando as atualizações arriscadas e demoradas.
  • Carece de organização, forçando os desenvolvedores a adivinhar o propósito do código.
  • Possui pouca ou nenhuma documentação, retardando correções e alterações.

Confiabilidade e resiliência

Código bom

  • É desenvolvido para incluir validação de entrada e tratamento de erros.
  • É projetado para considerar casos de borda para garantir um comportamento consistente.
  • Permanece estável e confiável durante as atualizações.

Código ruim

  • Falha facilmente devido à falta de fallbacks ou testes de erro.
  • Apresenta falhas imprevisíveis por causa de componentes ocultos.
  • Transforma problemas menores em sessões de depuração demoradas.

Segurança

Código bom

  • É construído seguindo práticas seguras para minimizar vulnerabilidades.
  • É projetado para lidar adequadamente com entradas inesperadas, prevenindo exploits ou falhas.
  • Alinha-se com os padrões de segurança para garantir a proteção do software.

Código ruim

  • Não segue práticas seguras, expondo aplicativos a ataques.
  • Lida incorretamente com entradas ou pula verificações necessárias, expondo o software a riscos.
  • Carece de aderência aos padrões de segurança, comprometendo a segurança do software.

Melhore a qualidade do seu código com Aikido Security

Código de alta qualidade requer mais do que apenas revisões. Ferramentas de revisão de código com IA, como Aikido security code quality, automatizam verificações de erros e inconsistências e fornecem insights acionáveis que ajudam você a seguir melhores práticas de revisão de código, identificar problemas cedo e manter seu código limpo e confiável.

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